quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Comunicação Organizacional


O Profissional de Relações Públicas tem entre suas atividades especificas e exclusivas a Gestão da Comunicação Organizacional, Gestão da Imagem, Auditoria de Opinião Pública e Organização de Eventos Corporativos.
Posicionando-se no mercado de trabalho, o profissional de Relações Públicas ainda não foi “descoberto” por todas as empresas e empresários, mesmo após ter sido eleita como uma das 10 profissões mais necessárias e promissoras para o futuro.
Defensor da imagem organizacional e das necessidades de bons relacionamentos, o RP transita entre a Opinião Púbica, o Público Interno, o Externo, a Comunidade, o Governo, as Instituições, enfim, o papel do profissional de RP é construir estratégias que otimizem os processos organizacionais e garanta a Qualidade Total em toda a sua amplitude.
Em pesquisa realizada pela Databerje para a revista Valor Setorial – Comunicação Corporativa, é possível perceber a predominância de Jornalistas e Mercadólogos em áreas características do Relações Públicas. Fica então exemplificada a carência destes profissionais em grandes empresas nacionais, mesmo que elas se preocupem e realizem com discernimento e excelência ações que competem a profissionais de outra área.
A comunicação está em um momento onde se fala muito sobre Comunicação Integrada (Comunicação 360º, Mix de Comunicação), que busca o trabalho integrado entre Jornalismo, Marketing, Relações Públicas, Publicidade e Design. É importante que a partir desta tendência as empresas percebam a necessidade e a melhoria dos resultados (+ resultados e – gastos) e busquem incorporar aos seus setores de comunicação, profissionais diversos, com qualificações distintas e que otimizem os resultados desenvolvendo da melhor forma trabalhos dentro de suas respectivas áreas de atuação

Rodrigo Almeida

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

A alienação mascarada da elite cultural


“É nessa cultura que as massas hoje investem desejo e extraem prazer; e isso, em que pese a nós, universitários e intelectuais, mascararmos com demasiada freqüência nossos gostos de classe por trás de etiquetas políticas que nos permitem recusar a cultura de massa em nome da alienação que ela produz, quando na realidade esta recusa é da classe que gosta dessa cultura, de sua experiência vital outra, vulgar e escandalosa.” (Barbero apud Dufrenne).
Ao ler essa citação do teórico Jesús Martín-Barbero, entrei em uma reflexão quanto a questão da cultura sob uma ótica que ainda não me tinha ocorrido. Mesmo com consciência da abrangência do termo cultura, é comum creditar maior valor as produções mais eruditas, elaboradas, subalternizando a dita cultura popular, advinda das massas e consumida, abertamente, por essas. No entanto, mesmo questionado, esse nicho resiste, cresce e ocupa cada vez mais espaço. Fazendo uma comparação com a chamada “alta cultura” pode-se constatar que é produzida por poucos e com a visão destes, o que acaba alcançando uma minoria e ficando em torno sempre de um mesmo círculo social.
Se os elementos culturais são símbolos característicos de um povo é correta a insistência em determinar como superior a produção intelectual de uma minoria, chegando negar que as menifestações com outros conteúdos sejam cultura? E ao fazer-se essa negação marginalizar essa outra forma cultural e suas origens?
Busca-se todo o tempo elitizar as massas, seja essa elite em termos mais antigos de elite do saber ou em sentido atual de elite do ter, sem proporcionar-lhe condições e acessos. Esquecendo, ainda, que tais conteúdos culturais já estão instalados e que possuem interseções com os conteúdos eruditos, afinal do ponto de vista antropológico, onde tudo é cultura, somos iguais por estarmos organizados em uma mesma sociedade, vivendo sob os mesmos costumes.
A cultura popular é fato e tem base nas raízes de um povo, é preciso aprender com a convivência como funcionam seus mecanismos, criando análises a partir da perspectiva da massa. O desenvolvimento de uma sociedade parte de suas realidades e não do conceito de como deveria ser. Tem que se entender que ao simplesmente criticar as formas diversas de manifestações culturais e determinar contextos como melhores que outros, nega-se identidades, raízes e costumes e por conseqüência coloca a margem todos os pertencentes a esse “mundo”. E nesse movimento a elite se aliena ao ver o mundo apenas sob sua ótica e mascara essa alienação, ao impor com seu poderio suas idéias como paradigmas do que é correto e valoroso.

Zaira Novais

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Poder.


As relações de poder suscitam grandes incômodos nas pessoas. São poucos os que conseguem lidar de forma tranqüila com essa faculdade. Por mais corriqueiro, chegam a ser incríveis as transformações desencadeadas em indivíduos quando alcançam o poder, seja este em qualquer nível.
Os sujeitos mantém essas relações em um círculo vicioso. Quando estão sob a autoridade de alguém, criticam e questionam todas as ações que lhe são colocadas e ao exercerem autoridade sobre outrem, reproduzem todo o comportamento alvo de suas críticas. Muitas vezes, essa mudança de atitude, inicia-se com a simples possibilidade da obtenção de uma posição de poder em relação a sua posição atual.
Para algumas pessoas essa questão envolve processos muito mais profundos e complexos que os colocados acima. Na busca por um lugar ao sol, pode acontecer um acúmulo de demandas psíquicas (frustrações e até traumas), atropeladas pela determinação do “chegar lá”. Estando o indivíduo no lugar almejado, fará do seu posicionamento válvula de escape pra tudo que ficou guardado e mal resolvido, implicando em ações arbitrárias junto aqueles sob seu comando.
O que raramente ou nunca se percebe é que o poder é criação de nossa organização social, não sendo necessariamente uma faculdade real ou realizadora. Que é quase uma técnica de ilusionismo, onde por uma atribuição parece transformar um ser em algo maior, quando seu encaminhamento pode na verdade diminuí-lo.
O mérito de todo esse discurso, vai para os que vêm conseguindo quebrar esse círculo criado em torno das relações de poder e exercem suas lideranças com discernimento e consciência do seu importante papel na condução ao desenvolvimento em suas áreas de atuação, contribuindo para a evolução da sociedade como um todo (em sentido globalizado).

Zaira Novais

Você tem tempo para ler este texto?


Sempre questiono a possibilidade de ir além... Sempre descubro que é possível ir um pouco mais.
Há algum tempo venho me perguntando qual o motivo de não ter tempo para produzir mais, crescer mais e ganhar mais. Geralmente camuflo a minha necessidade de extravasar com desculpas pouco convincentes do tempo curto tão propagado no capitalismo selvagem e aceito como verdadeiro por nós, capitalistas. De fato, em alguns momentos percebo que a vivência de 24h diárias não consegue suprir demandas que nos são exigidas e que nós mesmos nos exigimos. Por isso é que buscamos sempre mais e mais para ocupar esse tempo interno vazio.
Mais uma vez paro e penso - penso que vou enlouquecer de tanto pensar (sabe que em diversos momentos agradeço a ignorância e penso que se fosse um pouco maior em mim eu seria mais feliz?). Mas voltando, será que este desejo por ter e ser mais não é uma busca que tem origem na insatisfação interior ocasionada por esta disputa desenfreada do poder sem uma justificativa real? Será que quando buscamos ser mais ainda mais para a sociedade na verdade não queremos preencher lacunas ocasionadas pelos nossos traumas de infância que pulsam internamente pedindo resoluções rápidas ou a cura para o mal que nos aflige?
Não sei.
Hoje quando alguém me diz que está sem tempo para me ligar, me visitar, sair, festejar a vida, aconselhar, chorar, gritar, amar, agradecer, viver, respondo com uma célebre frase que talvez eu mesmo um dia entenda: “quem faz o tempo somos nós”.
E você o que faz com o seu tempo?

Rodrigo Almeida

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Em tempos de Globalização...


Em tempos de globalização tudo parece cada vez mais igual. Até nos meios mais competitivos as “armas” utilizadas são praticamente as mesmas. Se compararmos, por exemplo, modelos de gestão, em algumas empresas, com segmentos afins, veremos que as ferramentas utilizadas são iguais, elas seguem o que há de mais eficiente em termos de administração. A tecnologia também é outro fator largamente utilizado no âmbito corporativo. Então o que faz alguns destacarem-se?
Execução é a palavra. Como estamos falando de empresas, a forma como são aplicados os conceitos teórico-administrativos nos ambientes empresariais explica a diferenciação no desempenho das organizações, criando culturas organizacionais mais eficientes. Vemos que a maioria das grandes empresas adotam programas de Qualidade Total, utilizando sistemas como SAP e, no entanto, os resultados não são necessariamente iguais por que os cuidados e o encaminhamento dado desde a implementação até a consolidação das ferramentas influenciam na aceitação e uso eficaz por parte de todo o público interno, impactando na credibilidade junto ao público externo.
Assim como nas empresas, em diferentes esferas da vida ocorrem situações parecidas. Indivíduos expostos a conteúdos e formação comuns seguem caminhos divergentes pelo fato de fazerem usos distintos do conhecimento adquirido. O “fazer diferente” então, não é conseqüência de ter ferramentas inovadoras, mas de utilizar perfeitamente o que houver disponível para obtenção da excelência.

Zaira Novais

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Meu pé do meu povo!


Sábado a noite (04-10) quando saía da casa de minha Mãe Beata uma cena me chamou atenção. Eram pessoas humildes que se divertiam e festejavam o momento ao som de um forte pagode.
Não consegui parar de olhar, pois naquele momento o que eu percebia neles era o extravasamento de mágoas e angustias que haviam sido acumuladas ao longo de uma vida. E então eu me perguntei quantos sonhos se perderam no caminho e quantos desejos ainda não poderam ser saciados?
E então eu me pus a pensar... E aí, esse ritmo que arrasta multidões, aliena as massas, destrói o povo, invade os recintos, destrói críticos, constrói famílias, amado por uns e odiados por outros. É bom? Qual o valor de sua existência?
Me parece estranho que um ritmo tão executado e vivenciado por todas as classes ainda sofra uma hipócrita rejeição social que a caracteriza como baixa, imoral, suja e desnecessária. Concordo com os que afirmam que algumas letras não são exemplos educacionais para nossas crianças e ainda que letras preconceituosas ou que tenham intenção de subalternizar gêneros devam ser banidos das rádios e da mente de todos, mas a verdade é que essa é a nossa cultura, a cultura popular e popularizada que invade mansões e iates, que veste brechó e Armani, que samba descalço ou com sapatilhas douradas. Essa é a nossa cultura, a que torce a boca para o povo e come feijoada com talher de prata, que nega suas raízes e veste branco nas sextas-feiras, que vive seus desejos e renega o sonho alheio.
Esse é o meu povo! Drogados culturais que consomem seus momentos como únicos disponíveis e que riem de suas angustias sem ter mais lágrimas para chorar. Eu sou desse povo que sonha com um amanhã melhor e constrói hoje tudo o que possa ser lembrado, que não quer pouco e nem se contenta com maus hábitos, que aceita tudo o que vem e expurga tudo o que não presta.

Rodrigo Almeida

Você conhece o poder da comunicação?


Tenho percebido que diversos empresários já se conscientizaram da importância de utilizar ferramentas de comunicação em suas empresas e hoje fazem questão de exportar essa sua descoberta entre os seus amigos resistentes.
Para mim parece óbvio que “quem não se comunica se trumbica” e que “quem não é visto não é lembrado”, mas o que para uns parece óbvio, para outros será um grande avanço.
Conheço empresários – e esses são maioria – que apostam todas as suas fichas na publicidade, esperando que folhetos, cartazes e painéis, sejam a salvação da “lavoura” e consequentemente a garantia de suas aposentadorias. Ledo Engano!
Nessa história toda existe algo que realmente me incomoda e quero transmitir para todos que me lêem: muitas pessoas (salvo exceções) ainda pensam que a vivência natural já oferece um preparo critico suficiente para planejar qualquer comunicação empresarial e a priori avaliar quanti e qualitativamente uma ação comunicacional.
ÔPA! Mas o que é isso?
Não estou dizendo aqui que as pessoas não são capazes de planejar e mensurar esses atos, mas já vi e comprovei que nem todas as pessoas estão aptas para essas ações.
Comunicação é pesquisa, planejamento, alinhamento entre teoria e prática. Um bom estudo + uma pesquisa bem formulada + um bom planejamento estratégico = chances bem reduzidas de erros das ações de comunicação. E isso, meus queridos, precisa do auxilio de um bom profissional.
Vou terminar meu desabafo com um pedido...
Empresários, se vocês querem se manter fortes neste mercado competitivo e já perceberam que a melhor forma de estar em evidência é se comunicando, busquem auxilio de um profissional e criticamente avaliem as estratégias necessárias para alçar vôos seguros, é possível que você sozinho consiga excelentes resultados, porém com a gestão de um bom profissional da área você pode se surpreender com o poder da comunicação.
Portanto... Comunique-se!

Rodrigo Almeida

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Comunique-se!


O que é essencial para a vida em sociedade? Essa é uma pergunta que leva a uma diversidade de respostas, que irão variar de acordo com o universo subjetivo de cada indivíduo. Para nós idealizadores desse blog, por exemplo, a resposta é comunicação. Entendemos que toda a relação que um indivíduo estabelece com o outro se da por meio do processo comunicativo.
Cada ser é um mundo em si. Com tantos “mundos” interagindo em um mesmo planeta é preciso que haja diálogo para estabelecer as formas de organização social. E mesmo com as normas definidas muito será debatido, pois a evolução natural da vida exige ajustes, todo o tempo. Logo aí comunicação já se torna um pilar do viver coletivo.
Desencadeando nas ações do dia-a-dia, há uma aproximação ainda maior da importância de comunicar-se. Em todo lugar há a busca por um espaço e para tanto, pessoas, organizações e instituições, procuram a melhor forma de transmitir suas mensagens e seus conteúdos, onde cada movimento significará algo para o público receptor. Até a inércia pode gerar interpretações. Obterá maior êxito, quem desenvolver melhor a comunicação assertiva. Para isso a mensagem inicial precisa alcançar o todo receptivo sem ruídos ou pelo menos com o mínimo de ruído possível. É, de forma ilustrativa, como a conhecida brincadeira do “telefone sem fio”, onde para que dê certo, a mensagem passada pelo primeiro da fila tem que chegar ao último da forma mais fiel. Se chegar muito distorcida é por que não foi transmitida da melhor forma, logo não alcançou seu objetivo.
Então, já que comunicar é primordial e se feita corretamente leva aos melhores resultados, o planejamento da comunicação será o caminho mais curto para o sucesso. Dar cada passo de forma organizada e bem pensada oferece vantagens para alcance das metas. É por essa consciência que iniciamos esse blog e como mensagem inicial o que temos a dizer é: Comunique-se.

Zaira Novais