segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Poder.


As relações de poder suscitam grandes incômodos nas pessoas. São poucos os que conseguem lidar de forma tranqüila com essa faculdade. Por mais corriqueiro, chegam a ser incríveis as transformações desencadeadas em indivíduos quando alcançam o poder, seja este em qualquer nível.
Os sujeitos mantém essas relações em um círculo vicioso. Quando estão sob a autoridade de alguém, criticam e questionam todas as ações que lhe são colocadas e ao exercerem autoridade sobre outrem, reproduzem todo o comportamento alvo de suas críticas. Muitas vezes, essa mudança de atitude, inicia-se com a simples possibilidade da obtenção de uma posição de poder em relação a sua posição atual.
Para algumas pessoas essa questão envolve processos muito mais profundos e complexos que os colocados acima. Na busca por um lugar ao sol, pode acontecer um acúmulo de demandas psíquicas (frustrações e até traumas), atropeladas pela determinação do “chegar lá”. Estando o indivíduo no lugar almejado, fará do seu posicionamento válvula de escape pra tudo que ficou guardado e mal resolvido, implicando em ações arbitrárias junto aqueles sob seu comando.
O que raramente ou nunca se percebe é que o poder é criação de nossa organização social, não sendo necessariamente uma faculdade real ou realizadora. Que é quase uma técnica de ilusionismo, onde por uma atribuição parece transformar um ser em algo maior, quando seu encaminhamento pode na verdade diminuí-lo.
O mérito de todo esse discurso, vai para os que vêm conseguindo quebrar esse círculo criado em torno das relações de poder e exercem suas lideranças com discernimento e consciência do seu importante papel na condução ao desenvolvimento em suas áreas de atuação, contribuindo para a evolução da sociedade como um todo (em sentido globalizado).

Zaira Novais

2 comentários:

Anônimo disse...
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GABRIEL disse...

Nessa contra-mão do que se pode chamar de poder imagino o poder que tem a comunicação, até mesmo na hora de definir o que é poder.
Este final de semana em uma aula sobre sexualidade(Curso Pós Psicanálise) se falava tanto do chamado poder falópico que eu me pergunto neste instante:O que é mais falópico que o poder da comunicação? , e é por ele que as mulheres tem conquistado o mundo.
Penso que é hora de se resignificar o que é poder e cabe a nós esta resignificação.
A psicanálise tem essa grande vantagem nos leva a reseignificar as questões queparecem mais definidas.