quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Interações Sociais

Desde o nascimento estabelecemos relações sociais com as pesssoas a nossa volta. Quando criança esses contatos são mais espontâneos, mais livres de máscaras. Mas a medida que vamos crescendo e adquirindo os papéis socias os comportamentos moldam-se ao formato que melhor se adequa a cada situação. Em um momento somos profissionais, em outro somos amigos, depois somos pais ou filhos e assim seguem os dias e cada vez mais agregamos papéis dentro da sociedade. Entendo perfeitamente a necessidade desses papéis e a importância de observar-se os cuidados que cada um exige ao incorporá-los. Meu questionamento surge da forma como vêm sendo estabelecidas as relações sociais.
Estamos perdendo o aprofundamento, nosso contato com o outro está muito superficial. Os sorrisos são menos sinceros e mais representação. Incorporamos a espetacularização midiática e a inserimos na vida. Já não somos só espectadores do show, transformamos as relações diárias em cenas, onde atuamos todo o tempo.
Na busca por ficarmos bem com tudo o tempo todo, vem desaparecendo o que seria traquejo social e emergindo uma falsidade generalizada no relacionar-se socialmente. E o agravante disso tudo, é que acabamos sendo falsos com nós mesmos.
Em consequência desse novo formato de interação social, vêm surgindo mais cidadãos carentes, isolados, individualistas , dependentes da tecnologia para estabelecer contato com as pessoas. Seguindo assim só aumentaremos o número de pessoas com transtornos dos mais variados tipos. Um exemplo pode vir de pesquisas sobre suicídio, que indicam maiores acorrências em sociedades menos coesas ou em épocas de menor coesão entre os indivíduos de uma comunidade.
No ambiente a nossa volta mudanças ocorrem sempre, mas “gente” continua sendo “gente” e se desde os nossos ancestrais vivemos em agrupamentos é porque precisamos do outro para viver, então vamos olhar pro lado e enxergarmos as PESSOAS, estabelecer relações mais interessantes e valoradas. Estamos na vida real e não na ficção.

Zaira Novais

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