quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Intolerância


Eu tenho horror a discriminação racial!
Para mim é inaceitável conviver com pessoas que tenham qualquer forma de discriminação, preconceito, intolerância ou fobia a outro ser humano.
Fazemos parte de uma sociedade discriminatória, excludente, injusta, desleal, compulsiva e absurdamente cega.
Ainda é possível encontrar pessoas que negando suas raízes, desejos e emoções mergulham no submundo da negação e aniquilação dos seus impulsos. Esses recalques manifestam-se então em forma de agressões e repulsas a negação do ser tão conhecido e que por fazer parte da estrutura psíquica do individuo-negador se afloram de maneiras distintas.
È possível entender e as vezes até perdoar traumas adquiridos ao longo da vida e ainda não fragmentados. O que não é fácil de entender são conceitos pré-moldados e traumas que se negam a dissolução e o trabalho psicanalítico profissional.
No inicio do texto afirmo categoricamente o meu horror ao preconceito racial. Começo desta maneira por um fato recentemente ocorrido com uma colega minha da Unifacs. Estando acompanhada de dois amigos (negros) e a caminho de sua residência o taxista que guiava o carro os confundiu com assaltantes, a situação foi tão desconfortável que o motorista sem justificativa os trancou no carro, chamou a policia, que com sua anárquica eficiência e sem justificativa plausível humilhou e agrediu os passageiros, deixando-os com escoriações, ematomas, cortes e cicatrizes.
Pouco importa a sua formação, nível social, etnia, pensamento, criticidade. O que presenciamos é uma barbaridade social, a não aceitação do negro ao negro e a ineficiência de uma policia despreparada, sem treinamento, sem salários, sem educação, sem profissional seleção e sem eficiência.
Acredito que seja de comum acordo que neste momento de discriminação racial e intolerância étnica quem deveria ser algemado, humilhado e levado para a delegacia era o taxista.

Rodrigo Almeida

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